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Da iniciação científica ao circuito global: graduanda em Física Médica compartilha pesquisas em eventos internacionais

Por Thaynã Silva. Em 14/10/26 12:50. Atualizada em 14/10/26 14:40.

Laísa Vieira apresentou estudos desenvolvidos no Instituto de Física durante festival na Rússia e recebeu menção em premiação científica do bloco BRICS+

O percurso que começou entre laboratórios universitários e centros de tratamento em saúde ganhou os palcos do circuito acadêmico internacional nas últimas semanas. A discente do curso de Física Médica da Universidade Federal de Goiás (UFG), Laísa Vieira, participou do International Festival of Youth (IFY) 2026, sediado em Ecaterimburgo, na Rússia, entre os dias 11 e 17 de setembro. O evento reuniu delegações de 191 países em torno de debates sobre cooperação científica, inovação e sustentabilidade.

Integrando as atividades da área de Ciência e Tecnologia, a pesquisadora apresentou resultados de projetos concebidos no Instituto de Física (IF/UFG). A programação abriu espaço para o intercâmbio de práticas com pesquisadores de diferentes continentes sobre o desenvolvimento tecnológico aplicado à saúde.

Delegação Brasileira no IFY26 laDelegação Brasileira no International Festival of Youth (IFY) 2026

“Poder falar sobre o Brasil, sobre a nossa universidade e sobre a ciência que fazemos aqui foi um privilégio”, relata a estudante em suas redes sociais, ao avaliar a oportunidade de dialogar diretamente com pares internacionais.

Dosimetria e inteligência artificial

O trabalho de Laísa articula frentes complementares dedicadas à aplicação de tecnologias inovadoras na física médica e na área nuclear. Integrante do AI & Medical Image Processing Research Group (AIMIP), sob orientação do professor Dr. Emerson Itikawa, Laísa desenvolve pesquisas em robótica aplicada à detecção e ao monitoramento de radiações ionizantes, por meio do projeto A.R.E.S., vinculado ao Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA/UFG), em colaboração com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). A equipe do projeto também é composta pelos discentes do Instituto de Física da UFG Daniel Anderson, da Engenharia Física, e Kauane Espíndola e Maria Luiza Lopes, da Física Médica.

Equipe de pesquisa realizada no IF no laboratório

Equipe de pesquisa realizada no IF no laboratório

Sua atuação científica inclui ainda estudos voltados à otimização do fluxo de planejamento radioterápico no Hospital Araújo Jorge, da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG). Além disso, desenvolve pesquisas em dosimetria e monitoramento radiológico ambiental, sob orientação do Dr. Rugles César Barbosa, no Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO/CNEN).

Natural de Goiânia, a jovem traduz o percurso acadêmico como uma construção contínua de dedicação aos estudos e à investigação científica. Em reflexão compartilhada em suas redes, sintetizou o significado dessa transição de cenários:

“Existe uma menina de Goiânia que encontou na ciência caminhos que, algum tempo atrás, pareciam distantes demais. Agora, esses caminhos me levam litealmente para o outro lado do mundo.”

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Menção em fórum internacional

A circulação das pesquisas também rendeu reconhecimento externo. Laísa foi uma das contempladas no BRICS+ International Women in Science and Technology Award 2026, premiação voltada a iniciativas de mulheres dedicadas ao avanço das ciências exatas, tecnologia e educação. O certame registrou neste ano 366 candidaturas distribuídas por 15 nações.

A entrega da premiação ocorreu no último dia 6 de outubro, em Moscou, durante a sessão solene do Fórum Técnico-Científico Educacional Internacional.

  • A partir do diálogo estabelecido nos eventos, a graduanda recebeu convites formais para novos compromissos científicos no exterior ainda neste semestre:
  • Participação no BRICS+ Business Forum, programado para 20 a 24 de outubro, em São Petersburgo;
  • Presença no BRICS International Youth Women’s Forum (“Diálogo de Gerações para o Futuro”), entre 19 e 21 de novembro, também em São Petersburgo;
  • Colaboração em registros audiovisuais, edição temática especial e publicações científicas vinculadas ao selo editorial internacional KNORUS.

Para a discente, a circulação dos dados laboratoriais transcende a experiência pessoal: “Vou levando minha história, minha universidade, minha pesquisa, as pessoas que caminharam comigo e, principalmente, a vontade de aprender, compartilhar e mostrar um pouco da ciência que fazemos no Brasil”.

 

complexo Museológico de Veículos Civis e Militares (UMMC) — Ecaterimburgo, Rússia Complexo Museológico de Veículos Civis e Militares (UMMC) — Ecaterimburgo, Rússia